Primeiro de maio dia do trabalhador 2010
 
O 1º de Maio deste ano está nos meios dos assuntos do sindicalismo nacional, contamos em todo o Brasil com a grande imprensa de jornais editados pelas entidades sindicais para a divulgação desta data comemorativa ao Dia do Trabalho a qual justificaria uma memorável manifestação dos trabalhadores e de suas entidades sindicais de todo Brasil, pelos anos da democracia que alcançamos, após o período militar em nosso País que perdurou por duas décadas. Verificamos que nem mesmo com a formação das chamadas "Centrais Sindicais dos Trabalhadores", não existem idéias favoráveis que programem as manifestações públicas dos trabalhadores brasileiros, com encontros e discussões para a mudança e melhoria da atual situação de nossos direitos trabalhistas e dos projetos de leis de alcance social, que já estão adormecidos há décadas no Congresso Nacional brasileiro.
As lideranças sindicais de hoje como os ex-líderes da área trabalhistas estão muitas delas mais empenhadas em campanhas políticas partidárias, olhando mais para o poder central, em Brasília, para colocar alguém, lá, para lutar a favor da classe trabalhadora. Os atuais congressistas esqueceram-se de nós aqui em baixo, com os baixos salários que temos, e uma multidão de desempregados excluídos do sistema social brasileiro. Muito se promete em diversas datas diferentes do dia primeiro de maio, mas, só que continuamos com as promessas sem realizações profundas.
O feriado de 1º de Maio, deveria ser considerado como uma data de festejos aos trabalhadores. Há uma previsão de que esta data será mais um dia de promoções no mercado de vendas das grandes redes de supermercados. Para muitos, será mais um dia a cumprir jornadas de trabalho com a abertura de parte do comércio. Pois, nossa população habituou-se em efetuar compras todos os dias da semana, sem se preocupar com que ocorre do outro lado dos comerciários trabalhadores. As greves da Policia Federal, do Ministério do Trabalho e Emprego, dos nossos queridos professores da secretaria da educação Estado e muitos outros órgãos públicos, vão sendo à s greves com facilidades, que não abalam as estruturas dos consumidores em seus programas de compras. Só o comerciário no Brasil é que não tem vez. É penalizado com trabalho nos domingos, dias santos e feriados. Nunca será a "bola da vez". Assim querem os mandatários do País porque não temos uma profissão regulamentada por Lei Federal em nosso País. Somos meros integrantes prestadores de serviços manuais, "à queles heróis" desconhecidos, que quando tentam reclamar seus direitos trabalhistas, infelizmente ficam presos em situações diversas. Principalmente sua ficha na empresa em que trabalhou anteriormente e que foi dispensado, devido à  "famosa ficha preta", por circuito fechado entre alguns maus empregadores. É uma cruel realidade apesar de tudo o que estamos fazendo para mudar essa situação. Os comerciários prestam serviços cinquenta horas semanais só seu sindicato os defende, e na maioria das vezes somos derrotados pelos maus julgamentos que são feitos de nosso trabalho incansável. O papel que os Sindicatos desempenham na vida dos trabalhadores não é reconhecido, principalmente pelos mandatários brasileiros.